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A CORUJA E A FILOSOFIA

A CORUJA DE MINERVA

coruja é o símbolo da filosofia, e uma de suas interpretações se dá através de seus aspectos físicos, a saber, assim como a coruja pode girar quase completamente sua cabeça, permitindo-lhe olhar por todos os ângulos, a filosofia também tem a capacidade de analisar um mesmo conceito através de vários pontos de vista. Além disso, assim como a coruja pode enxergar no escuro, a filosofia, por sua vez, tem o poder de lançar luz até no mais obscuro conceito.

Porém, para entender mais a fundo a origem desse símbolo, devemos voltar no tempo, até a época em que a mitologia greco-romana exercia forte influência no ocidente, há mais de 2000 anos. Na mitologia grega, Atena era a deusa da sabedoria e da justiça. Quando Atena era representada pelos artistas, ela era sempre acompanhada da coruja, sua ave preferida. Posteriormente, com a ascensão do império romano e assimilação da mitologia grega na cultura romana, período esse chamado de helenismo, Atena passou a se chamar Minerva. Assim, a ave passou a ser conhecida como Coruja de Minerva, já que a deusa representava a razão.

O filósofo Hegel apresenta, no livro Princípios da Filosofia do Direito, uma das mais incríveis aproximações entre a filosofia e a Coruja de Minerva, na qual cito: “a filosofia, como pensamento do mundo, só aparece quando a realidade efetuou e completou o processo da sua formação. Quando a filosofia chega com a sua luz crepuscular a um mundo já a anoitecer, é quando uma manifestação de vida está prestes a findar. Quando as sombras da noite começaram a cair é que levanta voo o pássaro de Minerva”. Ou seja, a filosofia, tal qual a coruja, só pode analisar e tentar compreender um determinado período histórico quando esse período já estiver bem consolidado, para assim poder lançar luz sobre o significado dos conceitos abordados pela sociedade em cada época. Por isso, o trabalho filosófico se inicia após os fatos decorridos, já que a reflexão filosófica se fundamenta na realidade vivida.

Autor: João Paulo Rodrigues

Referências:

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. FILOSOFANDO: Introdução à Filosofia. 6ª Edição. São Paulo; Editora Moderna, 2016.

https://institutopoimenica.com/2012/12/03/a-coruja-de-minerva-levanta-voo-ao-cair-do-crepusculo/

HEGEL, Georg. W. Friedrich. Princípios da filosofia do direito. São Paulo: Martins Fontes, 1997. Disponível em: http://abdet.com.br/site/wp-content/uploads/2015/03/Princ%C3%ADpios-da-Filosofia-do-Direito.pdf

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