ESTÉTICA

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Toda vez que observamos, sentimos ou escutamos algo, os nossos sentidos levam informações para o nosso cérebro, que processa rapidamente essas sensações e nos proporciona assim uma interpretação de beleza ou feiura daquilo que está ao nosso redor. Em tal momento de interpretação, podemos sentir prazer, desconforto, aprovação, reprovação, admiração, nojo, entre outros sentimentos, sentimentos esses que são objetos de estudo da Estética.

Estética é o campo da filosofia que estuda as questões acerca da capacidade que temos de perceber o mundo. Entre essas questões estão: o que é o belo? O que é o feio? O que é o gosto? O que é a arte? Qual é o objetivo da arte? O que é o prazer estético?

As questões estéticas são estudadas desde a antiguidade clássica, porém, ela não era uma disciplina autônoma, sendo investigada juntamente com a lógica e a ética, já que a beleza, a verdade e a bondade formavam uma categoria única na análise das artes. Portanto, o termo estética, como ramo da filosofia, só foi cunhado em 1750, quando o filósofo Alexander Gottlieb Baumgarten (1714-1762d.C.) escreveu o livro Aesthetica. A palavra estética vem do grego aisthetikós, que significa percepção, ou faculdade de sentir, ou compreensão pelos sentidos.

A estética tem por objetivo refletir sobre a capacidade de julgar as emoções e os sentimentos, a saber: como o nosso senso estético se desenvolve e se o nosso juízo estético pode ser condicionado ou não, ou seja, se é inato ao ser humano ou se é adquirido através do cultivo da experiência. Portanto, a estética diz respeito à compreensão por meio dos sentidos, ou por meio do conhecimento sensível. Para Baumgarten, a estética também busca a verdade, aliando a sensação e o sentimento com a racionalidade, no caso, seria um conhecimento através da sensibilidade. A estética é a área da filosofia que analisa de modo racional os valores que as obras de arte propõem e os sentimentos que surgem nos seres humanos ao observar as obras de arte.

Além de nos fazer pensar racionalmente a respeito dos julgamentos do que é o belo e o feio, a estética também nos faz questionar sobre a gama de sentimentos que experienciamos quando observamos algo, ou seja, como os nossos sentimentos agem quando interagimos com os eventos estéticos. Tal capacidade de julgamento estético é muito importante para o desenvolvimento humano, tendo em vista que tudo o que consumimos, sejam os alimentos ou as roupas, por exemplo, traz em si a percepção estética.

Para Kant, em seu livro Crítica da faculdade do juízo, o julgamento estético não se submete à práxis (prática) nem às normas, pois o julgamento estético está ligado à esfera do prazer. Há um equilíbrio entre a compreensão do objeto observado e a imaginação do observador ou criador, na qual todo indivíduo pode alcançar. Desse modo, podemos compartilhar com os outros o juízo de gosto, dando a este sua objetividade.

É por meio do gosto que exercitamos o juízo estético, tendo em vista que é o gosto que nos faz julgar os objetos, através da capacidade que tais objetos possuem de nos causar satisfação ou insatisfação. Porém, tal capacidade de juízo de gosto não pode ser reduzida a nossa subjetividade, como se o gosto fosse algo puramente pessoal, pois assim não haveria espaço para a evolução e a criação, até mesmo para a educação da sensibilidade. Portanto, nossa subjetividade deve estar aberta ao conhecimento do novo, através da leitura do real, observando sem desprezo todas as culturas de todas as sociedades e em todos os tempos, desenvolvendo assim um diálogo com o externo. Desse modo, devemos deixar os preconceitos de lado ao observar a realidade e as obras, já que nós não conseguiríamos desenvolver nossa capacidade estética caso a gente não eduque ou reconstrua nossa sensibilidade estética por meio do aprendizado cultural, histórico e social da arte.

arte* faz parte do mundo humano desde a pré-história, sendo importante em todas as civilizações. A arte é uma das formas mais poderosas de expressão humana, pois possui o poder de materializar crenças e ideologias, além de formar a consciência e a opinião. Portanto, a arte tem a capacidade libertadora em suas obras. Podemos desenvolver o conhecimento do mundo através da arte, por meio de um conhecimento intuitivo do real, pois o real, em toda a sua complexidade, é o objeto da arte.

Autor: João Paulo Rodrigues

*Quando falamos de arte, tratamos aqui em suas mais variadas concepções, sejam as artes que são desenvolvidas desde a antiguidade, no caso: a pintura, a escultura, a música, a dança, a literatura, a poesia, o poema e o teatro, sejam as artes desenvolvidas na modernidade, no caso: o cinema, a fotografia, as histórias em quadrinhos e os mangás.

Referências:

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. FILOSOFANDO: Introdução à Filosofia. 6ª Edição. São Paulo; Editora Moderna, 2016.

GARCIA, José Roberto; VELOSO, Valdecir da Conceição. Eureka: construindo cidadãos reflexivos. Florianópolis: Sophos, 2007.

https://www.infoescola.com/artes/estetica/

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