HOBBES – O LOBO DO HOMEM

Segundo Hobbes, no estado de natureza, os homens vivem em constante guerra de todos contra todos, em uma batalha pela sobrevivência, visto que todos tem como fim a sua própria conservação. Nesse estado de guerra permanente, não há espaço para a liberdade, para o progresso e, obviamente, para a paz.

A situação dos homens deixados a si próprios é de anarquia, geradora de insegurança, angústia e medo, fazendo com que o homem se torne o lobo do outro homem “homo homini lúpus”.

Reconhecendo a necessidade de renunciar a seu direito a todas as coisas, contentando-se, em relação aos outros homens, com a mesma liberdade que aos outros homens permitem em relação a si mesmos, é preciso então do Estado para garantir que os homens não acabem por matar um ao outro. É o medo e o desejo de paz que o levam a fundar um estado social e a autoridade política, abdicando dos seus direitos em favor do soberano.

Leviatã: monstro bíblico citado no livro de Jó, que é cruel, forte e absoluto, mas que protege os pequenos peixes para não serem engolidos. Este é o Estado, que não poupará meios para garantir a paz e não aceitará revoltas populares, nem contestações.

O governante, segundo Hobbes, é:

Absoluto: pois não pode ser contestado de forma alguma;

Intervencionista: ele pode e deve intervir em qualquer setor para garantir a paz;

Protetor: toma para si todas as responsabilidades sociais (exemplo: deve garantir a segurança, o emprego, a moradia, etc.).

Autor: João Paulo Rodrigues

Referência:

HOBBES, Thomas. Leviatã. Coleção Os Pensadores. Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1999.

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