LOCKE – PROPRIEDADE

Segundo John Locke, todo homem, desde o momento do seu nascimento, tem o direito a sua preservação (a comem, a beber, etc.), ou a Revelação, onde Deus fala que deu o mundo a toda humanidade, e que através dela possam tirar o sustento e o conforto de sua existência. Deus deu-lhes também a razão, para que possam se servir dela para maior beneficio de sua vida e de seus interesses.

Para John Locke, todas as coisas que a terra produz, é um bem comum da humanidade, pois são produções espontâneas da natureza e nenhuma pessoa possui o domínio privado de uma parte qualquer. Com tal pressuposto, fica muito difícil imaginar como é possível chegar a ter a propriedade de alguma coisa.

Locke nos diz que o trabalho de seus braços e a obra de suas mãos, pode-se afirmar, são propriamente suas e a esta ninguém tem qualquer direito senão você mesmo. Logo, quando você tira qualquer coisa do seu estado de natureza através do seu trabalho, você está tornando esta coisa sua propriedade. Vejamos, por exemplo, as maçãs apanhadas nas árvores da floresta. Ora, antes as maçãs eram um bem comum da humanidade, pois eram de produção espontânea da natureza, mas quando a pessoa as colheu ele transformou aquelas maçãs em propriedade sua através do trabalho de seus braços, pois este trabalho é uma propriedade exclusiva sua e ninguém mais tem direito sobre ela senão você mesmo.

Autor: João Paulo Rodrigues

Referência:

LOCKE, J. Dois tratados sobre o governo civil. São Paulo, Martins Fontes, 2001.

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